O setor financeiro acelerou o digital, reduziu estruturas tradicionais e empurrou o dia a dia do cliente para o aplicativo. Ainda assim, em 2026, o Itaú (ITUB4) escolheu a Avenida Paulista para sinalizar uma ideia que parece contraintuitiva, mas faz sentido: a agência não precisa desaparecer, ela precisa mudar de função. O banco inaugurou o Espaço Uniclass, um conceito presencial que mira a classe média, com foco em relacionamento, orientação e decisões de maior impacto.
A mensagem é direta: se a rotina operacional já foi absorvida pelo digital, o presencial fica para o que exige contexto, confiança e conversa qualificada. Não é sobre resolver tarefas simples, é sobre apoiar decisões financeiras que mexem com patrimônio, proteção e projetos de vida.
O que muda no conceito de agência
O Espaço Uniclass não é “mais uma agência”, é um formato redesenhado para atendimento consultivo. A lógica é transformar o encontro presencial em um momento de valor, com privacidade, tempo e foco em temas que geralmente travam no autoatendimento: investimentos, seguros, planejamento, organização financeira, crédito com propósito e construção de carteira.
Isso é uma resposta prática a um comportamento já consolidado: o cliente quer autonomia para o básico e quer apoio humano para o complexo. Quando o banco aposta em um espaço assim, ele está protegendo o relacionamento, além de aumentar a chance de conversão em produtos de maior relevância.
O movimento não é voltar ao passado, é trocar formato
Mesmo com o avanço do digital, ainda existe demanda por presença física bem posicionada. A diferença é que a rede tradicional, voltada para volume, tende a encolher; por outro lado, pontos premium, com proposta de experiência e consultoria, podem ganhar espaço por serem mais eficientes para retenção e rentabilização.
Em outras palavras: reduzir agências transacionais e manter poucos pontos consultivos não é contradição, é estratégia. O físico não compete com o digital, ele complementa, principalmente onde a decisão pede orientação e segurança.
Enquanto isso, as cooperativas avançam com mais pontos de atendimento
Outro vetor importante do mercado é o crescimento das cooperativas, que avançam com mais pontos de atendimento e presença regional. Em muitas cidades, principalmente fora dos grandes centros, as cooperativas ocupam um espaço que combina proximidade, relacionamento e construção de comunidade, algo que o cliente ainda valoriza.
Esse contraste ajuda a entender o cenário: não existe uma única resposta para “presença física”. Bancos tradicionais podem reduzir volume de unidades e apostar em modelos seletivos; cooperativas podem ampliar capilaridade para capturar território e relacionamento. O que muda é o formato e a função do ponto de atendimento.
O impacto para a carreira e para as certificações
Para quem trabalha em banco, a consequência é objetiva: o atendimento humano fica cada vez mais consultivo. O profissional que cresce é o que sabe diagnosticar, orientar e estruturar soluções com responsabilidade, clareza e domínio técnico.
As certificações tradicionais, CPA10, CPA20 e CEA, seguem como base sólida de carreira. Ao mesmo tempo, o mercado começa a olhar com mais atenção para a nova geração de certificações, criada para preparar ainda melhor os profissionais para as funções reais do dia a dia: as novas CPA, além de C-Pro-R e C-Pro-I. A tendência é elevar o padrão, aumentar a exigência e diferenciar quem está realmente pronto para atendimento de relacionamento e investimentos.
Nesse cenário, estudo deixa de ser “evento”, vira estratégia de carreira. Quem se antecipa, tende a conquistar carteiras melhores, conversas mais qualificadas e caminhos mais rápidos para promoção.
Conclusão
A aposta do Itaú (ITUB4) na Avenida Paulista, com o Espaço Uniclass, sugere que agências físicas podem voltar a ser tendência, desde que com um novo papel: menos operação, mais consultoria, mais relacionamento, mais decisão complexa. Em paralelo, as cooperativas avançam com mais pontos de atendimento, reforçando que presença territorial ainda é vantagem competitiva quando bem executada.
Para o profissional, a direção é clara: o mercado está premiando quem domina técnica, comunicação consultiva e certificações, tanto as clássicas, CPA10, CPA20 e CEA, quanto as novas, CPA, C-Pro-R e C-Pro-I. É exatamente aqui que a ACAMEF, com a professora Solange Honorato, se posiciona com força, formando profissionais preparados para performar no atendimento consultivo, ganhar confiança nas recomendações e evoluir de forma consistente no mercado financeiro.
