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SELIC NOVO CORTE 2%!

Tivemos mais um corte na taxa básica de juros na Selic e ontem o Banco Central cortou 0,25% onde chegamos em 2%, é a menor taxa da história do Brasil.

O que isso significa?

Significa que o custo do dinheiro para os bancos e para o governo está em torno de 2%, portanto, a partir desse valor é o que eles começam a cobrar de taxa de juros, quando vamos buscar um empréstimo, por exemplo.

Mas calma!

Por que isso não reflete diretamente e automaticamente nessas taxas de juros que pagamos? Porque os bancos e o governo eles calculam o risco de não receber e aí, na outra ponta, temos um elevado risco de crédito. Mas isso é uma questão de ajuste, nunca tivemos uma taxa neste patamar.

Você sabia que tem países como Argentina e Venezuela que a taxa de juros está quase 40% aa? A China, a taxa de juros está hoje a 4%. Aqui pertinho, no Uruguai 15%, Chile 0,5%, Estados Unidos 0,25% e temos alguns países como Suíça, Japão que a taxa básica de juros está negativa, ou seja, você paga para deixar o dinheiro guardado. E essa taxa ela é anual.

Mas o que vai acontecer com as aplicações financeiras?

Se você tem uma aplicação financeira que te paga x% do CDI ou x% do Selic, como é o caso da Poupança, LCI, LCA e da maioria dos CDBs e tantos investimentos que eles usam como benchmark, como referência a taxa Selic ou a taxa CDI (porque as duas são muito próximas), o que vai acontecer com essa sua rentabilidade? Vai cair também!

As pessoas tendem a buscar investimentos com maiores riscos para tentar compensar esta perda, mas cuidado! Precisa saber exatamente quais são os riscos e aí temos vários tipos de riscos, o risco de crédito que você pode não receber, a liquidez que você pode não ter o dinheiro quando você precisa e o risco de oscilação, risco de mercado que é o que acontece muito em ativos de renda variável e ações.

É isso aí, mais uma taxa recorde mexendo no bolso de todo mundo, para quem vai pagar e para quem vai receber.

Fique esperto, fique ligado e entenda mais…

Eu sou a professora Solange Honorato da Academia do Bancário e Acamef.

Até o nosso próximo boletim!

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