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As rentabilidades dos investimentos geralmente são menores que as divulgadas! Cuidado!

Mas calma, isso não é nenhuma falcatrua! É porque a rentabilidade divulgada é sempre a bruta, ou seja, ainda não descontou os impostos. E nós temos produtos de investimentos que são tributados e produtos de investimentos que são isentos, quando o investidor for pessoa física.

Por exemplo, investimento que tem tributação na fonte, na hora do resgate: CDB, títulos públicos federais, letras de câmbio, debêntures e fundos de investimentos inclusive tem imposto antecipado, os ‘come cotas’. Isso para investidor tanto faz pessoas físicas quanto pessoas jurídicas. Mas temos por outro lado investimentos como a poupança, em ativos do agronegócio, ativos imobiliários, debêntures incentivadas que são isentas do imposto de renda para o investidor pessoa física.

Sendo assim, um retorno que aparenta ser inferior quando comparado com outro investimento se este investimento for isento de imposto de renda, pode levar a um engano, um equívoco.

Veja só este exemplo, imagina uma LCI que o banco está oferecendo 90% do CDI comparado com CDB que é um depósito a prazo, que o banco está oferecendo 104% do CDI para o mesmo investidor, investidor pessoa física.

Você saberia dizer, qual desses dois investimentos vai ter a maior rentabilidade líquida?

Se você respondeu a LCI, parabéns você acertou. Porque o mínimo que o CBD vai pagar de imposto sobre o investimento vai ser de 15%, então para que esta LCI fique equiparada a este CBD, este CDB tem que pagar 105,88% do CDI para ficar tudo igual, tudo a mesma coisa, ser indiferente para o investidor.

É isso aí, vai investir invista certo, se tem a opção de um investimento isento de imposto de renda e outro investimento com imposto de renda, faça a conta da rentabilidade líquida.

Fique esperto, fique ligado e entenda mais!

Eu sou a professora Solange Honorato da Academia do Bancário e da Acamef.

Até o próximo boletim.

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